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domingo, 17 de março de 2013

Uma nação estressada - DORRIT HARAZIM

Nos EUA, declarar-se estressado passou a significar inserção e ascensão social

Com a divulgação, esta semana, do novo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), compilado pela Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, ficamos sabendo que o Brasil estacionou na 85. posição entre os 187 países avaliados. Com base num índice compósito de indicadores de renda, educação (anos de estudo) e saúde (expectativa de vida), aquartelamos no mesmo patamar que a Jamaica e Omã, o que soa pouco animador mas também não quer dizer nada. Dói bem mais, nestes primeiros dias de papa Francisco, saber que estamos 40 posições atrás da Argentina. No topo da pirâmide permanece a Noruega, seguida da Austrália e com os Estados Unidos em terceiro.

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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Pátria e morte - DORRIT HARAZIM

Chris Kyle matou, sozinho, comprovadamente, mais de 160 iraquianos (pelas contas dos colegas foram 255). E morreu sem entender nada da guerra, em que acreditava ter triunfado


Nestes tempos de drones, como são chamados os aviões não tripulados capazes de matar à distância e anonimamente, sobra menos espaço para a glorificação individual de atiradores que se notabilizam pelo número de inimigos eliminados.

O texano Chris Kyle tem lugar garantido na história militar dos Estados Unidos. Como franco-atirador da tropa de elite Seal, da Marinha ( a mesma que desentocou e executou Osama Bin-Laden dois anos atrás), ele serviu quatro turnos na guerra do Iraque. Cumpriu como ninguém a missão para a qual fora treinado: garantir a proteção de seus companheiros na fase mais sangrenta dos combates. Matou, sozinho, comprovadamente, mais de 160 iraquianos (pelas contas dos colegas foram 255) e teve a cabeça colocada a prêmio de 20.000 dólares pelas milícias locais. Ao retornar para casa, em 2009, trazia no peito dezesseis condecorações — entre elas 2 Purple Hearts, 2 Estrelas de Prata, 5 Estrelas de Bronze.


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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Seis vozes tonitruantes - Dorrit Harazim

 Não falam alto, não usam
frases de efeito, não representam
o que não são. Até
porque o que são, ou foram,
basta: todos comandaram
o Shin Bet, o serviço de
segurança de Israel, o mais
reservado do mundo

Para quem é chegado a uma boa cabala, dois fatos ocorridos esta semana só poderiam ser atribuídos a algo além da coincidência. Em Genebra, o Conselho de Direitos Humanos da ONU produziu um duro relatório de condenação a Israel por sua política de assentamentos na Cisjordânia; é sugerida, pela primeira vez, a adoção de sanções políticas e econômicas contra o país. Poucos dias antes, em Beersheba, principal cidade do deserto de Negev, o Centro Médico da Universidade de Soroka anunciou que Ariel Sharon, que se encontra em estado vegetativo desde o AVC hemorrágico sofrido sete anos atrás, reagira a estímulos externos com “significativa atividade cerebral”.

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