sábado, 16 de fevereiro de 2013

(Des)acordo ortográfico

Pesquisador português aponta diferenças entre vocabulários editados no Brasil e em Portugal




Pesquisador português aponta diferenças entre vocabulários editados no Brasil e em Portugal

Por Leonardo Cazes

As dúvidas quanto ao uso dos acentos e hífens no novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa não se resumem aos leigos. O pesquisador Rui Miguel Duarte, do Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras de Lisboa, analisou diferentes vocabulários ortográficos editados no Brasil e em Portugal e constatou diversos exemplos de divergência entre eles. Duarte identificou alguns pontos em que as obras não respeitam as próprias normas estabelecidas no texto da reforma. A maioria dos problemas está em publicações portuguesas, como o Vocabulário Ortográfico do Português (VOP), elaborado pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC) e apontado pelo governo de Portugal como livro de referência; e o Lince, ferramenta de consulta online desenvolvida pelo mesmo instituto. Mas também há erros no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), produzido pela Academia Brasileira de Letras (ABL).



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O futuro dos índios: entrevista com Manuela Carneiro da Cunha

Em “Índios no Brasil: História, direitos e cidadania” (Companhia das Letras), a antropóloga
Manuela Carneiro da Cunha reúne ensaios das últimas três décadas sobre temas como a
demarcação de terras e as mudanças na Constituição. Nesta entrevista, a professora da
Universidade de Chicago, convidada pelo governo federal para desenvolver um estudo sobre
a relação entre os saberes tradicionais e as ciências, critica o ‘desenvolvimentismo acelerado’
da gestão Dilma e defende ‘um novo pacto’ da sociedade com as populações indígenas

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O peso de uma herança - Zuenir Ventura

O GLOBO - 16/02/2013

No terreno da moral, houve pouco
avanço. Menos por vontade
de transparência e mais por
vazamentos é que os escândalos
financeiros e sexuais vieram à tona

Sou do tempo em que falar mal do Papa, ou simplesmente criticá-lo, era uma heresia, um pecado, mesmo que ele fosse Pio XII. Coroinha aos nove anos, cresci ouvindo histórias edificantes sobre ele, para só mais tarde descobrir sua omissão em relação ao nazifascismo durante a II Guerra Mundial. De lá para cá, principalmente após o Vaticano II, a Igreja Católica se abriu mais. Por meio do aggiornamento promovido por João XXIII, ela se atualizou e, sem subverter os dogmas, procurou adaptar-se ao mundo moderno, adotando a liberdade religiosa, o ecumenismo e a reforma da liturgia. Mas, no terreno da moral, houve pouco avanço. Menos por vontade de transparência e mais por vazamentos é que os escândalos financeiros e sexuais vieram à tona para comprometer o pontificado de Bento XVI, que sai queixando-se da “hipocrisia religiosa” e das “divisões do corpo eclesiástico, que desfiguram a face da Igreja”.

Nesse ambiente obscuro de intrigas, traições e luta pelo poder, surgem personagens que parecem saídos de Brasília, como esse Roger Mahony, ex-arcebispo ficha-suja de Los Angeles, que durante 25 anos acobertou criminosamente o abuso sexual de mais de 500 meninos e, em vez de ir para a cadeia, vai agora para o Senado, ou melhor, desculpem, para o conclave escolher o novo Pontífice.

Em matéria de herança indesejada, o próprio Joseph Ratzinger tem respingos na sua ficha. Em 2010, diante da explosão de ocorrências de pedofilia na Igreja de vários países, ele teve que enfrentar fortes pressões para que renunciasse, acusado de ter escondido milhares desses casos quando era bispo na Alemanha e cardealchefe da Congregação para a Doutrina da Fé. Resolveu a crise encontrando-se com as vítimas e pedindo desculpas pelos abusos cometidos por membros do clero. O “New York Times” chegou a acusá-lo de ter se recusado a punir em 1996 um sacerdote americano que molestou repetidamente 200 crianças surdas. Essas feridas no corpo e na alma da Igreja Católica ainda não tinham cicatrizado, quando estourou outro escândalo, esse em outra área, o “Vatileaks”, o vazamento das cartas enviadas pelo núncio nos EUA, Carlo María Viganò, denunciando “corrupção, prevaricação e má gestão” na administração vaticana. O mordomo e confidente confessou o roubo, alegando que queriaprovocar um “choque para colocar a Igreja no bom caminho”. Condenado a 18 meses de prisão, acabou recebendo a visita do Papa, que foi pessoalmente anunciar o seu indulto.

Lendo o que foi dito nesses últimos dias por especialistas e teólogos, chega-se à conclusão de que o novo Papa vai precisar de muita disposição e saúde para se desfazer dessa herança maldita.

A cidade se transforma - LUIZ FERNANDO JANOT

Desde as reformas promovidas por
Pereira Passos, muitas obras de urbanização
foram feitas no Rio sem o
aval da população. As atuais precisam
ser debatidas. Não será o poder
público que irá tomar a iniciativa de
reabrir as discussões

 As cidades são organismos vivos sujeitos a transformações ao longo da sua história. Esse processo contínuo decorre de ações do poder público e da iniciativa privada através da ocupação e renovação dos espaços urbanos. Na maioria das vezes, as propostas de intervenção nas cidades são precedidas de estudos, pesquisas e diagnósticos para viabilizar sua implantação. No Rio, podemos citar as aberturas dos túneis Rebouças e Santa Bárbara como exemplos representativos de intervenções transformadoras da estrutura urbana da cidade. Existem, também, as intervenções localizadas para atender, em curto prazo, as necessidades prementes da vida urbana. O Projeto Rio Cidade, implantado em vários bairros cariocas durante a década de 1990, pode ser classificado como um tipo de intervenção localizada. Ele destinava-se a valorizar a ambiência urbana e a requalificação espacial dos principais eixos estruturadores do comércio nesses bairros. O emprego compartilhado dessas duas modalidades de intervenção urbana é perfeitamente compatível e coerente com a natureza das grandes cidades.

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ENTREVISTA Mário França

  • Mário França crê que o modelo atual da Santa Sé trai a origem da fé católica
Transição. Bento XVI caminha após sua audiência no Vaticano na quarta-feira: seu sucessor vai herdar uma série de desafios e problemas que o Papa atual não conseguiu resolver, desde escândalos na Igreja à disputas internas por poder na Cúria de Roma Foto: Tony Gentile/Reuters
Transição. Bento XVI caminha após sua audiência no Vaticano na quarta-feira: seu sucessor vai herdar uma série de desafios e problemas que o Papa atual não conseguiu resolver, desde escândalos na Igreja à disputas internas por poder na Cúria de Roma Tony Gentile/Reuters
Por onze anos, Mário França, 76, fez parte da Comissão Teológica do Vaticano, onde conquistou o respeito do então cardeal Joseph Ratzinger. Hoje, professor da PUC-Rio e autor de obras sobre a teologia, defende uma nova Igreja, longe da hierarquia e das ortodoxias de Roma, e com espaço para gays e padres casados.

Queda do número de católicos desafia a Igreja no Brasil

  • Em 10 anos, percentual de adeptos recuou de 73% para 64%
  •  
  • Segundo o IBGE, o Rio é o estado com menor percentual de católicos no país: 45,8%
Marcelle Ribeiro 

De partida, Papa Bento XVI foi criticado por acelerar debate para indicar banqueiro
Foto: MAURIZIO BRAMBATTI / AFP
De partida, Papa Bento XVI foi criticado por acelerar debate para indicar banqueiro 
SÃO PAULO — Com número de fiéis em queda no Brasil, o catolicismo pode ganhar fôlego no país caso o sucessor do Papa Bento XVI adote uma postura menos doutrinária, mais próxima à realidade dos fiéis, e escolha bispos mais dinâmicos. É a avaliação de especialistas ouvidos pelo GLOBO, que toma como base o declínio da população católica nos últimos anos, medido pelos números do último Censo do IBGE.

A Mocidade de Ivo - SÉRGIO PUGLIESE

 As estripulias do filho de dona Cepia para montar seus times

Sempre que Dona Cepia flagrava o filho trocando o Colégio Guarani pelos campinhos de futebol, o castigo era inevitável e ele era obrigado a lavar as próprias cuecas. A notícia espalhou-se pela vizinhança, mas os amiguinhos precisavam ver para crer. E como o moleque matava aula dia sim e o outro também, a missão foi tranquila. Um dia escalaram o muro e deram de cara com Ivo, no tanque, emburrado, cumprindo a pena. Não perderam a chance e de lá mesmo gritaram “Ivo Lavadeira!!!”. O apelido pegou fácil, fácil. Hoje, seria bullying, mas naquela época, década de 40, era encarnação.

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Fernando Deeplick, o novo rei do remix nacional

  • DJ, produtor e compositor criou um híbrido dançante com sabor local ao usar conhecimentos de eletrônica na MPB
  •  
  • Paulista ganhou prestígio junto a artistas como Vanessa da Mata, Gabriel O Pensador e Carlinhos Brown


O produtor Fernando Deeplick
Foto: Agência O Globo / Marcos Alves
O produtor Fernando Deeplick 
RIO - Na leitura das fichas técnicas dos discos que são lançados a cada dia no país, o nome Fernando Deeplick tem aparecido com uma notável frequência. Além de ser autor de remixes de grande sucesso, nas pistas e no rádio, para astros como Vanessa da Mata (“Ai, ai, ai”), Seu Jorge (“Burguesinha”, “Mina do condomínio”) e até a colombiana Shakira (que chegou a incluir em seu show elementos da recriação que ele operou na faixa “She wolf”), esse paulista de São Bernardo do Campo, de 36 anos, ainda vem se destacando, nos últimos anos, como produtor e compositor.

A FORÇA DO SOCIAL E DA MULHER

  • Temas relevantes e personagens femininas marcam filmes favoritos aos Ursos de Ouro e de Prata
Carlos Helí de Almeida 

O diretor iraniano Jafar Panahi em cena de seu filme “Closed curtain”, que estabelece uma metáfora sobre a condição do cineasta, proibido de filmar em seu país
Foto: Divulgação
O diretor iraniano Jafar Panahi em cena de seu filme “Closed curtain”, que estabelece uma metáfora sobre a condição do cineasta, proibido de filmar em seu país 
BERLIM - A seleção de filmes da competição do Festival de Berlim deste ano foi marcada por dois elementos poderosos: personagens femininas fortes e temas sociais e culturais relevantes para o momento que atravessamos. E é bem provável que os dois aparecem combinados na cerimônia de premiação marcada para sábado à noite, quando serão revelados os vencedores da 64ª edição da maratona alemã.

A volta de ‘House’ - Arnaldo Bloch


O novo House é inglês, mora em Nova York, e seu Watson é uma chinesa

É possível que os fãs de “House”, a série de TV por cuja extinção, repentina e cruel, mais se chorou nos últimos anos, queiram me crucificar pela analogia feita neste texto, mas vou em frente, destemido, como faria Gregory num de seus palpites nem sempre bem recebidos à primeira vista: “Elementary”, a mais recente adaptação do clássico Sherlock Holmes, desta vez para o terreno dos episódios, cuja primeira temporada passou na virada de 2012 para 2013 no Universal Channel, é, na verdade, a ressurreição do amado personagem interpretado por Hugh Laurie, não por acaso, ou por acaso mesmo, poucos meses depois do fim de “House”, e no mesmo canal. Deixo para os especialistas em estratégias midiáticas as investigações sobre a intencionalidade ou não do advento e vou logo às evidências com as quais pretendo provar minha teoria.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Todas as dores do mundo - LUIZ PAULO HORTA

  • Queremos um mundo perfeito? Nesse caso, seria preciso acabar com o livre-arbítrio — essa glória do ser humano, que lhe permite ser um Hitler ou madre Teresa de Calcutá

Você me diz que passou o fim de ano pensando em histórias de Auschwitz, e que isso bloqueia a ideia de Deus. Mais perto e mais recente, você poderia me jogar na cara a tragédia de Santa Maria. Por que continuamos a acreditar em Deus?

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A lição do Papa - Luiz Garcia

A idade avançada, ao contrário
do que muitos acreditam,
nem sempre, ou mesmo
raramente, é uma
garantia de sabedoria

Os mais velhos, quando os tive, sempre me recomendaram que não me metesse a dar palpite em assunto que não fosse de minha alçada ou alcance. Mas, como diz muita gente, há jornalistas que raramente resistem à tentação de entrar em terrenos desconhecidos.

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Dez anos de presidência petista - ROGÉRIO FURQUIM WERNECK

Na próxima semana, o PT deve comemorar em grande estilo dez anos de conquista da Presidência. Não é pouco. A festa é mais do que justa. Foi um decênio marcado por alto grau de continuidade. A junção do governo de Dilma ao de Lula foi sem costura. Em contraste com o slogan “continuidade sem continuísmo”, com que José Serra pretendia disfarçar seu discurso de oposição a FHC, na eleição de 2002, Dilma Rousseff deixou claríssimo, na campanha de 2010, que seu governo teria a marca da continuidade com continuísmo. Para grande orgulho do PT.

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Não em meu nome - FERNANDO GABEIRA

Mais de 1 milhão de pessoas assinaram um manifesto contra Renan Calheiros na presidência do Congresso Nacional. Movimentos como esse têm grande valor simbólico. Equivalem às manifestações modernas em que se protesta contra algo vergonhoso ou sanguinário com cartazes que dizem: "Não em meu nome". São bons para mostrar que o País não é homogêneo e que alguns governantes tomam atitudes francamente rejeitadas por milhares de seus conterrâneos.

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Oscar, câmeras pela paz - LUCAS MENDES

Em Bilim, um vilarejo palestino com 1.100 habitantes, é fácil achar a casa de Emad Burnat. A porta de madeira é uma bandeira do Brasil. Numa de suas 5 câmeras quebradas há outra. O palestino Emad é cidadão brasileiro por casamento com Soraia, de 42 anos, muçulmana devota, mãe de seus quatro filhos. O português dele é tão quebrado quanto o árabe de Soraia.

A câmera com a minibandeira é uma das cinco usadas no documentário5 Câmeras Quebradas, concorrente ao Oscar neste domingo. Algumas foram quebradas mais de uma vez pelos soldados de Israel e consertadas. Uma delas salvou a vida de Emad. O tiro entrou pela lente quando ele estava rodando. A bala continua dentro da câmera.


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Na Moral - Nelson Motta

"Parei minha moto no shopping, roubaram a tampa da válvula do pneu. Tinha uma ótima tesoura Tramontina para tosar cachorros, mas alguém que esteve na minha casa a trocou por uma de pior qualidade. O médico me mandou tirar radiografia desnecessária só para gastar dinheiro do plano de saúde. Minha revista semanal sumiu na portaria do prédio."

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Hermano Vianna - Era melhor antes


‘Não é chique gostar das coisas, mas a oferta cultural brasileira atual é muito interessante’

Enquanto eu escrevia sobre a abundância (ver a coluna da semana passada), uma série de artigos decretou “o vazio da cultura” no Brasil. Fiquei me sentindo alienígena. Vivo em um planeta diferente daquele habitado por quem não enxerga nada potente em nosso país. Meu problema é oposto: não dou conta da quantidade de coisas interessantes que considero merecedoras de divulgação/debate neste meu pequeno espaço no jornal. Estou sempre em dívida com uma lista enorme de pautas que não perdem a atualidade. São trabalhos culturais brilhantes, que podem despertar vocações artísticas em muito mais gente se forem conhecidos melhor.

Leonardo Boff - O papa e as tensões internas da Igreja no mundo e na história‏

Há uma tensão sempre viva dentro da Igreja e que marca o perfil de cada papa. Quais são a posição e a missão da Igreja no mundo?

Uma concepção equilibrada deve assentar-se sobre duas pilastras fundamentais: o Reino e o mundo. O Reino é a mensagem central de Jesus, sua utopia de uma revolução absoluta que reconcilia a criação consigo mesma e com Deus. O mundo é o lugar onde a Igreja realiza seu serviço ao Reino e onde ela mesma se constrói. Importa saber articular Reino-mundo-Igreja. Ela pertence ao Reino e também ao mundo. Possui uma dimensão histórica com suas contradições e outra, transcendente.

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Michel Laub - Resposta ao apocalipse

Em que tempo, do Descobrimento a 2012, artistas de verdade não o foram?

Faça o teste: digite o nome de qualquer hit brasileiro dos anos 1980 no YouTube. Entre os comentários, 99% de chance de alguém ver ali os vestígios de uma era de ouro. A nostalgia inclui Rádio Táxi, Dr. Silvana, até o ursinho Blau-Blau, e pode ser resumida nas palavras do internauta Xreynato: "A mídia só dá valor para essas porqueiras de hoje".

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Barbara Gancia - Bento, o Arregão

Alguém se lembra de que Cristo padeceu na cruz? Que mensagem de resiliência Bento 16 nos deixa?

Fala a verdade: em latim? Mas justo o papa que abriu conta no Twitter, inaugurando uma via direta de comunicação com os fiéis, foi pedir demissão em uma língua morta, para que o menor número possível de pessoas na sala pudesse decifrar o que ele estava dizendo? Do que tinha medo, de que alguém gritasse lá do fundo: "Schettino, torni a bordo!", em alusão ao comandante do Costa Concordia que deu no pé enquanto seu navio naufragava?

Está certo que até o exorcista-chefe do Vaticano, monsenhor Gabriele Amorth (pois é, desdenham de Tupã e têm um espanta chifrudo de plantão), no cargo há 25 anos, andou dizendo que "o Diabo age dentro do Vaticano".

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