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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Entrevista com o secretário

PAULISTA TERÁ WI-FI GRÁTIS

Simão Pedro, da pasta de Serviços, diz que teste de internet sem fio começa até o meio do ano na avenida; promessa é ampliar sinal para a cidade inteira

Adriana Ferraz
Artur Rodrigues

A Prefeitura de São Paulo promete que vai oferecer internet grátis em toda a cidade. O projeto-piloto será colocado em teste até o meio do ano e vai atender inicialmente cinco locais com fluxo intenso de pedestres. Ontem, em entrevista à TVEstadão, o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro, afirmou que a Avenida Paulista deve sera primeira a ser contemplada pela ideia.

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O JOVEM DA FOTO QUE CORREU O MUNDO

Ezequiel Corte Real, que tirou 30 pessoas da boate, levou nos braços universitário que morreu





SANTA MARIA - A fotografia que correu o mundo como uma das principais imagens da tragédia da boate Kiss tem como personagens centrais o personal trainer Ezequiel Lovato Corte Real, 23 anos, e o pós-graduando em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Maria Bruno Kräulich, 28 anos. "Tirei umas 30 pessoas de lá, mas não sei quem são elas", revela Corte Real, que aparece carregando o estudante nos braços musculosos em um dos tantos movimentos que fez para entrar na casa noturna, sair com uma pessoa e conduzi-la até equipes de socorro, ambulâncias ou veículos particulares que transportavam feridos para hospitais. Kräulich morreu e foi sepultado em sua cidade natal, Tuparendi, na segunda-feira.









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Mercadante quer cobrar inscrição de quem não justificar ausência no Enem

Educação. Na edição passada do exame, concluintes do ensino médio em escolas públicas e pessoas que declararam carência socioeconômica somaram 69,5% do total e não pagaram taxa de inscrição; abstenção de 30% custou R$ 75 milhões aos cofres públicos

RAFAEL MORAES MOURA / BRASÍLIA

  O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, pretende cobrar a taxa de inscrição dos alunos concluintes de escola pública ou daqueles que declararem "carência socioeconômica" para conseguir gratuidade e não justificarem a ausência nos dias de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Ao Estado, o ministro disse estar preocupado com os gastos da realização do exame e sinalizou que o Ministério da Educação (MEC) está "consolidando" a possibilidade de ampliar o prazo de validade da prova.

O edital do Enem 2012 previa isenção no pagamento da taxa para esse grupo de alunos. Na ocasião, o valor da taxa foi de R$ 35. A taxa de abstenção ficou próxima dos 30%, o que representou custo de pelo menos R$ 75 milhões aos cofres públicos.

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Dê uma pista, Hillary Clinton - GAIL COLLINS

Após 4 anos de viagens a 112 países e 1,7 mil reuniões com líderes mundiais, ela deixa o Departamento de Estado 

 

GAIL COLLINS - THE NEW YORK TIMES - O Estado de S.Paulo
 
Hoje é o último dia de Hillary Clinton no Departamento de Estado. Como seremos lembrados, nos últimos quatro anos, ela viajou 1.503.772 quilômetros para 112 países diferentes para realizar 1.700 reuniões com líderes mundiais. Nesse afã, ela consumiu 570 refeições em aviões.
É exatamente o que se esperaria que ela fizesse. Essa é a mulher que ao encerrar sua carreira como senadora dos Estados Unidos comentou: "Eu me diverti um bocado. Oito feiras estaduais, 45 desfiles, 62 condados, mais de 4.600 eventos no Estado".

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IMORTAL PORQUE NÃO TINHA ONDE MORRER

Rico em imagens, o recém-lançado livro ‘Divino Cartola’ traz manuscritos inéditos do compositor, que gracejava sobre a imortalidade

PLÍNIO FRAGA
plinio.fraga@oglobo.com.br



Manuscrito de poema escrito por Cartola Foto: Divulgação
Manuscrito de poema escrito por Cartola Divulgação
RIO - A letra é cursiva e desenhada com esmero, traçando um poema inédito sobre os tempos idos: “Será senhor que é pecado ser velho assim como sou (?) Será que esta juventude pensa que o tempo parou (?)”. Angenor de Oliveira só concluiu o ensino fundamental, morreu aos 72 anos, em 1980, consagrado como Cartola, em razão do chapéu que escolheu usar. Mas seus últimos escritos, revelados agora no livro “Divino Cartola — Uma vida em verde e rosa”, de Denilson Monteiro, mostram as amarguras de uma vida em sua maior parte dura.

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O CINEMA COMO ARMA CONTRA A EVASÃO ESCOLAR NA AMÉRICA

RIO - Testada com sucesso em produções sobre grandes metrópoles (“Paris, te amo”) ou sobre causas políticas (“11 de setembro”), a moda dos longas-metragens temáticos em episódios, sempre dirigidos por um contingente multinacional de realizadores, vai ganhar um reforço latino-americano numa cruzada audiovisual contra a evasão escolar. Eryk Rocha, realizador de filmes premiados como “Transeunte” (2010), é até agora o único brasileiro já anunciado para o coletivo de dez cineastas reunido para rodar um filme em segmentos sobre o calcanhar de aquiles da educação no continente. Já em andamento, previsto para ser lançado no segundo semestre em um dos principais festivais da Europa (Veneza é a pedida principal), o filme, ainda sem título, junta Eryk a diretores como a mexicana Mariana Chenillo (“Cinco dias sem Nora”), o argentino Pablo Fendrik (“La sangue brota”) e o colombiano Carlos Gaviria (“Retratos em um mar de mentiras”). Ele integra o projeto humanitário Graduate XXI, fomentado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tendo como fim servir como campanha publicitária (sem fim lucrativos), com roupagem de experimentação estética, para a luta contra o analfabetismo e sucateamento das escolas. Os outros seis nomes serão anunciados nos próximos meses, sendo que os produtores, ligados ao BID, asseguram espaço para mais um representante do cinema brasileiro, cujo nome ainda é mantida em sigilo. “Igor”, o trecho com cerca de dez minutos dirigido por Eryk, foi rodado no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, e já está em finalização.

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Entrevista - Leopoldo Nunes

 O GLOBO - 01/02/2013

Novo secretário do audiovisual promete proteger acervos como o da TV Manchete

Há um mês na Secretaria do Audiovisual, o paulista Leopoldo Nunes, que foi diretor da Ancine e da TV Brasil, assessor da RioFilme e secretário de Cultura de São Bernardo do Campo, anuncia parceria entre a Cinemateca Brasileira e a TV Cultura para a digitalização das 4.600 fitas da extinta TV Manchete e promete preservar outros acervos, como o da TV Tupi.

CRISTINA TARDÁGUILA
cris.tardaguila@oglobo.com.br

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Entrevista - Roberto Azevedo

O Estado de S. Paulo - 01/02/2013
‘Na OMC, não serei mais o embaixador do Brasil’
Jamil Chade
Num esforço para ganhar votos e superar o mal-estar deixado pelo Brasil com alguns de seus sócios por conta das barreiras adotadas, o brasileiro Roberto Azevedo, candidato ao cargo de direção da Organização Mundial do Comércio (OMC), se distancia dos temas mais polêmicos da política comercial brasileira e garante que, se eleito, defenderá o interesse de todos os países.

Ontem, o embaixador Azevedo foi sabatinado na entidade, em uma sessão em que foi questionado sobre diversos assuntos. A escolha só ocorrerá em maio. Mas os nove candidatos ao posto sabem que um deslize em Genebra significaria a perda de pontos na corrida. Azevedo foi questionado pela Coreia sobre protecionismo, mas iniciou sua intervenção esclarecendo que, depois de 17 anos na OMC representando o Brasil, finalmente falaria em nome próprio. "Esta é a primeira vez que, nesse prédio, vou compartilhar minha visão pessoal sobre essa organização, sobre o sistema comercial e sobre onde estamos hoje", disse aos demais embaixadores.

O segredo do sucesso de Gilberto Miranda - Raphael Di Cunto

Valor Econômico - 01/02/2013

 Simpatia e contatos políticos. Essa foi a fórmula do sucesso de Gilberto Miranda, empresário e político que fez fortuna na Zona Franca de Manaus ao abrir empresas, mesmo sem dinheiro suficiente para bancá-las; conquistou três mandatos de senador, a despeito de não ter recebido um único voto; e, casado com uma das herdeiras da família Scarpa, tornou-se anfitrião de festas frequentadas pela elite paulistana.

Desde 2005, Miranda estampa revistas de fofocas, interessadas na vida do milionário, dono de um jatinho que pertenceu ao ex-piloto Nelson Piquet, de farta adega de vinhos, do veleiro construído em 1924 para o filho do banqueiro John Pierpont Morgan e de mansões nos Jardins, bairro nobre de São Paulo, onde dá festas para personalidades e políticos. Recentemente, porém, o ex-senador retornou ao noticiário político como acusado pela Polícia Federal (PF) de ser o principal beneficiado dos pareceres forjados por órgãos do governo.

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Um juiz na paz - Zínia Baeta

Houve um tempo em que o filho o comparava a Hagar, o Horrível, guerreiro viking dos quadrinhos, por seu bigodão e peso. Hoje o advogado Luiz Olavo Baptista, de 74 anos, brinca com o filho Humberto que está mais para Eddie Sortudo - companheiro de lutas do personagem bárbaro. O filho, claro, questiona a mudança de perfil e a explicação vem a seguir: "Tenho você, tive uma mulher como a sua mãe e hoje tenho outra mulher que me faz feliz".

Foi em meio a esse bom momento de sua vida pessoal, após uma fase difícil de doenças e perdas, que este "À Mesa com o Valor" encontrou Baptista. Único brasileiro a integrar o órgão de apelação, a mais alta instância da Organização Mundial do Comércio (OMC), onde atuou por sete anos e meio como juiz, o professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) é um dos grandes juristas do país no campo internacional e comercial e, provavelmente, o que mais participou de arbitragens: cerca de 1.400 em 49 anos de atividade profissional.

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Quando entenderemos que o tempo escasseia? : Washington Novaes

O professor Ignacy Sachs é mestre em várias áreas do conhecimento. Nascido na Polônia, emigrado para a França, professor da École des Hautes Études en Sciences Sociales em Paris, consultor da ONU e de várias outras instituições, viveu mais de uma década no Brasil, conhece nossos problemas. Quando o autor destas linhas começou a escrever neste espaço, no final de 1997, lembrou que o professor Sachs, numa conferência no Itamaraty, em 1993, já advertira (Estado, 28/11/97): o mundo industrializado não teria como resolver os graves problemas que já o assolavam naquela época - desemprego, agravado pela automação, porque seria necessário investir US$ 1,4 milhão para gerar um posto de trabalho, ao todo, US$ 7 trilhões, mais que o PIB norte-americano da época; nos países "em desenvolvimento" o custo por emprego seria o dobro; também a especulação financeira, que já tinha um giro diário de US$ 1 trilhão (valor anual 50 vezes maior que todo o comércio mundial), parecia insolúvel - e exigia a criação de uma taxa de 1% sobre seu valor, como propunha James Tobin, para alimentar um fundo que financiasse ações para enfrentar a pobreza no mundo. Para finalizar, o professor Sachs lembrava que o Brasil tinha condições privilegiadas no mundo - território, recursos hídricos, biodiversidade, possibilidade de matriz energética "limpa" e renovável; faltava-lhe uma estratégia adequada. 

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Contra o racismo » Silvany Euclênio

Em 21 de janeiro de 2000, morria Iyálorisa Gildásia dos Santos e Santos, vítima da violência que incide sobre a ancestralidade africana no Brasil. Sua foto foi utilizada pelo jornal Folha Universal, edição nº 39, para ilustrar matéria com o título "Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes", cujo conteúdo agredia violentamente as tradições de matriz africana, malevolamente mistificadas com práticas charlatãs. Com o choque, ela, que era hipertensa, sofreu um ataque cardíaco e faleceu.

Em justa homenagem a mais essa vítima do racismo, o ex-presidente Lula instituiu o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, com a aprovação da Lei nº 11.635/2007. Este ano, como vem acontecendo desde então, haverá por todo o país manifestações de repúdio às ações de desrespeito às práticas tradicionais africanas.

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DAVID COIMBRA - Eles eram filhos

Desta vez, me pegou. Já vi coisa feia nessa profissão. Já fui repórter de polícia, já fui repórter de todas as editorias, testemunhei acidentes com mutilações graves e tumultos sangrentos, violências e exumações, revolta e dor. Vi a miséria humana. Mas, agora, essa tragédia de Santa Maria me abalou. Não por causa das cenas horrendas dos corpos no chão do ginásio, naquele momento em que caminhei pelas sombras do vale da morte. Não. Isso foi chocante, claro que sim, mas não foi o que me ficou no peito. O que me matou por dentro é que ali todos eram filhos.

Filhos.

Uma pessoa, quando ganha um filho, deixa um pouco de ser, ela mesma, filha. Sua condição muda. Agora ela não é mais apenas receptora, é também doadora de amor.

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PAULO SANT’ANA - Férias dos jornalistas

Escrevi aqui que o gaiteiro do conjunto que atuava na boate em Santa Maria onde ocorreu a tragédia conseguiu escapar da fumaça e das chamas mas esqueceu sua gaita lá dentro do inferno. E que, retornando para recuperar seu instrumento, encontrou a morte.

O gaiteiro mais famoso e conhecido do Rio Grande, Renato Borghetti, mandou-me a seguinte mensagem a esse respeito: “Só hoje li tua coluna sobre o gaiteiro e sua gaita. Emocionante, parabéns”.

Jornalista não tem folga, é que nem policial: está sempre em serviço.

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Arthur Dapieve - Epifania roqueira


Existem entidades poderosas demais para terem seus nomes mencionados impunemente. Elas se materializam. Na coluna passada, sobre o LP de estreia do Barão Vermelho, citei “o primeiro padrinho da banda, o saudoso crítico Ezequiel Neves”. Pois no mesmo dia fui brindado com o pequeno vislumbre de uma epifania ezequieliana.

Antes, um pouco de contexto. O verbete dedicado a Ezequiel na Wikipedia é minúsculo. E ele foi membro do que eu ficaria tentado a chamar de meu “Sexteto Fantástico”. Quando estudante, eu não gostava apenas de música, gostava de ler sobre música. Eram sobretudo seis os críticos que eu acompanhava: Ana Maria Bahiana, Ezequiel Neves, Jamari França, José Emílio Rondeau, Luiz Antônio Mello e Tárik de Souza. Cada qual ao seu estilo, todos me ensinaram a ouvir e a escrever melhor.

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Facebook brasileiro? - Hermano Vianna

Muita gente retuitou minha coluna da semana passada. Isso me deixou animado para reafirmar, com petulância: então está combinado, os programadores de cibercódigos são mesmo os novos heróis culturais. Sendo assim, onde estão os heróis programadores brasileiros? Li outro dia, na “Folha”, entrevista na qual Salim Ismail (um dos fundadores da Universidade da Singularidade, “encravada em um campus da Nasa, a agência espacial dos EUA, no Vale do Silício”) afirma que “o próximo Facebook deve nascer no Brasil ou em outro país emergente”. Alguém vê sinais desse nascimento por aí?

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Desafios do futuro - CRISTOVAM BUARQUE

O Senado do Chile tem uma comissão que se dedica a pensar o futuro, sem compromisso com o dia a dia. Nela reúnem-se senadores e público em geral para imaginar as alternativas adiante e orientar o país na sintonia com os rumos do mundo.

Nos dias 17, 18 e 19 de janeiro, essa comissão organizou o II Congresso do Futuro, com 52 pensadores e políticos e um público de cerca de 300 pessoas, para discutir quais os cenários futuros em áreas tão distintas quanto a nanobiotecnologia, que vai revolucionar o próprio conceito de medicina; a política e suas novas formas de participação no futuro; a saúde dos oceanos e dos rios; o mundo pós-energia fóssil; as novas fronteiras da vida, inclusive com a inteligência artificial e o potencial das células-tronco; as novas fronteiras do universo, inclusive o potencial de viagens espaciais e exploração do espaço; os desafios da alimentação, tanto para eliminar a fome como para evitar a obesidade e o envenenamento por comidas prejudiciais à saúde; a nanotecnologia e a sua importância para o futuro em todas as áreas da tecnologia; e a evolução da moral e da conduta humana.


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300 picaretas e uma pá de cal - FERNANDO GABEIRA

Num dos meus primeiro mandatos de deputado federal defendi na tribuna da Câmara Os Paralamas do Sucesso, acusados de caluniar o Congresso Nacional com a música Luís Inácio (300 picaretas). Os primeiros versos diziam: "Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou/ são trezentos picaretas com anel de doutor".

Defendi-os em nome da liberdade de expressão. Não concordava inteiramente com Lula. Talvez fossem 312 ou 417. Reconheço que 300 é um número redondo, mais fácil de inserir nos versos de uma canção popular. Além do mais, nem todos têm anel de doutor. Mas isso são detalhes. O mais importante é registrar que estávamos na véspera da chegada do PT ao governo federal, início da era do "nunca antes neste país". E aonde chegamos, agora, uma década depois?

Renan Calheiros deve assumir a presidência do Senado, Henrique Eduardo Alves, a da Câmara e o deputado Eduardo Cunha, a liderança do PMDB. Caso se concretizem, esses eventos representam um marco na História do Congresso. Significa que, para muitas pessoas informadas, o Congresso deixa de existir. É o fim da picada...

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A política econômica da reeleição - ROGÉRIO FURQUIM WERNECK

O GLOBO - 01/02/2013

Evitar o Plano B do PT é o grande desafio de Dilma Rousseff em 2013



A política econômica de 2013 estará pautada pela corrida contra o tempo em que agora está empenhada a presidente, tendo em conta que, em 15 meses, se verá na cabeceira da pista da reeleição. Dilma Rousseff sabe que, como o desempenho da economia na primeira metade do mandato foi altamente decepcionante, seu grande desafio é conseguir mostrar, em tempo hábil, melhora substancial desse desempenho. Para poder visualizar o fio condutor da política econômica em 2013, é preciso entender com clareza o cálculo político envolvido nesse desafio.

Dilma Rousseff sabe que a reeleição depende de avaliações favoráveis de sua performance em dois foros distintos. A avaliação mais óbvia, claro, é a que deverá ser feita pelo eleitorado em outubro de 2014. Mas, bem antes disso, a presidente terá de obter avaliação favorável dentro do próprio PT e junto à base aliada. O desempenho da economia nos últimos dois anos disseminou desalento com o projeto da reeleição. Certos segmentos do PT, e da própria base aliada, já não escondem sua preocupação com os riscos que poderiam estar envolvidos na tentativa de reeleger a presidente.


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Burocracia ineficaz mata - CLÁUDIO GONÇALVES COUTO

Valor Econômico - 01/02/2013

A tragédia da boate em Santa Maria alertou autoridades e empresários do ramo quanto à necessidade de maior atenção à segurança dos estabelecimentos. Em consequência disso, ocorreram blitze país afora, locais irregulares foram fechados e a Câmara dos Deputados montou comissão para formular uma legislação nacional sobre condições de segurança de casas noturnas e de espetáculos. Apenas em Manaus, 52 casas foram fechadas, mais da metade das existentes na cidade. No Rio de Janeiro, noticiava-se o fechamento de 11 estabelecimentos; em Maceió, outros 3. Em São Paulo, algumas casas suspenderam as atividades voluntariamente, com o declarado intento de ajustar suas condições para melhor atender ao público.

Em suma, alastrou-se pelo país uma onda de preocupação em relação a um problema que, a rigor, deveria merecer atenção corriqueira. O despertar para essa situação foi reconhecido pelo secretário de Cultura da cidade do Rio de Janeiro, Sérgio Sá Leitão, que tem sob sua jurisdição dez teatros, dos quais (pasmem) nove funcionando sem autorização, como noticiou "O Globo".


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